Bem-vindos. Mais uma semana se acaba, mas os assuntos continuam basicamente os mesmos. E não é por acaso. A palavra de ordem é dar um chega pra lá na pior crise enfrentada pelo Brasil – uma crise herdada de governos irresponsáveis, cujos protagonistas agora se fazem de “inocentes” e até sobem em palanques de olho em 2018. O povo brasileiro não merece isso. Os 14 milhões de desempregados não merecem isso. As famílias endividadas não merecem isso.

Adequação  – As pessoas de bem precisam unir forças para evitar que esta herança se torne cada vez pior. E não existe outra forma que não seja promovendo e apoiando mudanças nas estruturas fiscal, econômica e política. Algumas, como a reforma previdenciária, são mais complexas. Entretanto, se não houver mudanças chegará um tempo em que a Previdência não terá dinheiro para pagar os aposentados. Isso está mais do que provado através de números reais.

Modernização – Por sua vez, a reforma trabalhista nada mais é do que a modernização e democratização do mercado de trabalho. Todos os direitos constitucionais estão garantidos, entre eles, 13º, fundo de garantia, férias, enfim, não há que se falar em perdas para os trabalhadores.

Democratização – Quanto ao fim do imposto sindical obrigatório – verdadeiro motivo dos protestos que vimos nos últimos dias -, trata-se de democratizar as relações entre trabalhadores e sindicatos. O recolhimento deixa de ser obrigatório e passa a ser uma opção dos empregados. Com certeza, os bons sindicatos, os que verdadeiramente atuam em defensa dos trabalhadores, serão reconhecidos por eles.

Comunicação – E como eu disse logo no início, a palavra de ordem é dar um chega pra lá na crise. Esse, por sinal, foi o tema principal durante a visita que fizemos ao Projac, o centro de produções da Rede Globo no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro – o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; o presidente e o vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, deputados federais Paulo Magalhães e Sandro Alex; e eu – na condição de líder do PSD, partido que também abriga as filiações de Kassab, Magalhães e Alex.

Estrutura – Acompanhados pelo executivo que comanda os estúdios em Brasília, o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet Camargo, fomos recebidos pelo vice-presidente do Conselho de Administração da Globo, João Roberto Marinho – responsável pelo convite e nosso anfitrião no complexo que reúne mais de 12 mil pessoas trabalhando diariamente. Só o Projac, portanto, dá mais empregos do que muitas cidades brasileiras possuem de população.

Empregos – E é de emprego que o Brasil precisa. É para tirar milhões da informalidade e reverter os 14 milhões de desempregos que as reformas são tão necessárias. Não só as reformas trabalhista e previdenciária, mas também a reforma política – outro assunto que ganhou destaque durante a visita ao Projac.

Reforma política – Aqui, vale lembrar que a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados acaba de aprovar a admissibilidade da proposta de reforma política do Senado. Aprovada no ano passado pelos senadores, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 282/16 na Câmara e PEC 36/2016 no Senado)  é a primeira etapa de uma reforma política, também necessária para melhorar o Brasil.

Coligações e desempenho – Em destaque, o fim das coligações proporcionais (deputados federais e estaduais e vereadores) e a cláusula de desempenho (ou cláusula de barreira). Alemanha, Suécia, França e Itália são alguns dos países que possuem cláusulas de desempenho, onde um partido, para existir oficialmente tem que cumprir algumas exigências, entre elas, um percentual mínimo de votos e um número mínimo de cadeiras no parlamento.

Valorização – Não se trata de acabar com os pequenos partidos, mas sim, de valorizar as legendas que realmente possuam ideologias, programas e compromisso com o país e sua população. Temos hoje, 35 partidos, enquanto outros aguardam na fila para serem criados. Esta fragmentação partidária é prejudicial. Ela abre espaços para o fisiologismo, para as legendas de aluguel, para irregularidades as mais variadas.

Um abraço e até a semana que vem.

IMAGEM DE VISITA AO PROJAC – Sandro Alex, Paulo Tonet, Gilberto Kassab, João Roberto Marinho, Paulo Magalhães e Marcos Montes posam para foto após visita ao gigantesco centro de produções da Rede Globo no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A convite de João Roberto Marinho, o ministro e os deputados federais conheceram o Projac e conversaram sobre as reformas

Marcos Montes é deputado federal, líder da bancada do Partido Social Democrático (PSD) na Câmara, membro e ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Ele escreve esta coluna semanalmente 

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