O poder público não pode ser hostil ao mundo privado – defendeu o candidato a governador da Coligação Reconstruir Minas, professor Antonio Anastasia, durante sabatina promovida em Uberaba, dia 30/08, pelo Grupo JM de Comunicação e a Regional Vale do Rio Grande da Fiemg – a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.

Segundo o candidato líder em todas as pesquisas para o governo de Minas, o poder público tem que incentivar a produção para promover empregos e renda. E é isso que ele disse que pretende fazer, se for eleito.

Sob o comando de duas mulheres – Lídia Prata, diretora-presidente do Grupo JM Comunicação, e Elisa Araújo, diretora da Regional da Fiemg,  cinco candidatos a governador participaram do “Diálogo com a Indústria”, que foi transmitido ao vivo pela Rádio JM, o portal jmonline.com.br, e pelas redes sociais, tanto do Grupo JM quanto da Fiemg/Regional Vale do Rio Grande.

O vice

Anastasia fez questão de convidar o vice, deputado federal Marcos Montes, para dividir com ele o tempo das considerações iniciais. Majoritário em Uberaba – onde foi prefeito em duas gestões e tem domicílio eleitoral, e no Triângulo Mineiro, Marcos Montes destacou a importância da iniciativa da Fiemg/JM de permitir que os moradores do interior conheçam os candidatos e suas propostas.

Disse que o interior, inclusive o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, não tem recebido o respeito e o apoio necessários por parte do atual governo central. Destacou que a aproximação do candidato a governador com o interior de Minas, através do convite feito a ele para ser o vice, é uma antecipação de que o governo Anastasia terá compromisso com a população que reside no interior.

“O convite feito a mim é um convite feito ao Triângulo e outras regiões, aos prefeitos e aos municípios para que ajudem na reconstrução de Minas” – disse Marcos Montes.

Plano de governo

O candidato a governador pela Coligação Reconstruir Minas ressaltou que a situação hoje, se divide em duas dimensões: a economia privada e o tesouro do estado – “ambos lamentavelmente, neste momento, em dificuldades”.

Segundo ele, o tesouro está combalido e contribuindo para que a iniciativa privada também enfrente problemas.

De acordo com Anastasia, o plano de governo – que fez questão de incluir o vice, Marcos Montes, prevê a reconstrução do Estado nos moldes do que aconteceu com o Plano Marshall – o programa de recuperação europeia, voltado para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à 2ª Guerra Mundial.

O plano, segundo ele, tem quatro bases principais: simplicidade – administração mais simples; austeridade – redução do tamanho da máquina administrativa; criatividade – uso de alternativas novas, inclusive as público-privadas; credibilidade – se dará quando o estado recuperar a confiança.

Segurança

Anastasia defendeu a visibilidade da ação policial, a divulgação de notícias sobre prisões e condenações, e o combate ao tráfico de drogas – o que, de acordo com ele, não foi levado em conta nos últimos anos.

Ressaltou que o trabalho de inteligência é essencial para a melhoria da segurança pública, de forma a se prevenir e evitar o acesso do crime organizado ao meio social.

Mas, acima de tudo, segundo ele, é imprescindível a integração entre as forças de segurança, lembrando, inclusive, que foi o relator, no Senado, do projeto do Sistema Único de Segurança.

Defendeu ainda, de maneira integrada, o tratamento de dependentes químicos e qualificação e valorização dos agentes da segurança.

Gasoduto

Questionado sobre o anúncio feito por ele, ainda no governo de Minas, em 2013, de que viabilizaria o gasoduto para abastecer a planta de amônia de Uberaba – cujas obras foram canceladas posteriormente pelo governo Dilma Roussef (PT), através da Petrobras – o candidato Antonio Anastasia disse que se trata de um empreendimento imprescindível.

Lembrou que é um processo extremamente complexo, e que seu governo deixou o projeto preparado – mas que não teve seguimento no governo do seu sucessor (Fernando Pimentel). E garantiu que a retomada da obra será uma prioridade de seu governo – não com recursos do tesouro, mas através de parcerias com a iniciativa privada.

Calote

Chamou de calote e aberração a retenção, por parte do atual governo estadual, de recursos constitucionalmente pertencentes aos municípios. Para ele, a situação mereceria, inclusive, uma intervenção federal, pois a Constituição está sendo rasgada.

“Meu primeiro passo, se eleito, será retomar os pagamentos, ao mesmo tempo em que minha assessoria técnica fará um levantamento sobre as dívidas acumuladas” – destacou. E também, segundo ele, pretende retomar o pagamento dos salários dos servidores até o 5º dia útil de cada mês.

Disse que o atual governador de Minas é o governador das lamentações, que atribui a culpa da crise a todos – ora a ele (Anastasia), ora ao governo federal (Michel Temer), ora aos caminhoneiros, ora aos empresários. “Ele só não admite a própria responsabilidade” – encerrou.

Reivindicações

O candidato da Coligação Reconstruir Minas recebeu uma série de documentos das lideranças que acompanhavam a sabatina no Centro Cultural da Fiemg em Uberaba – com propostas do segmento industrial; da região; do Movimento Pacto por Uberaba; da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande.

(FOTO: JAIRO CHAGAS/JORNAL DA MANHÃ)

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