// Notícias



18/05/2017

MARCOS MONTES DEFENDE QUE REFORMAS SEJAM SUSPENSAS

Defensor de reformas que possam reconduzir o Brasil ao desenvolvimento econômico e social, o líder do PSD na Câmara, deputado federal Marcos Montes (MG), entende que é preciso dar um tempo e adiar qualquer decisão sobre as propostas que já estão tramitando no Congresso Nacional.

Motivo é a crise política desencadeada esta semana a partir das delações dos proprietários da JBS, em que eles dizem ter gravado o presidente Michel Temer (PMDB) avalizando a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara e ex-deputado federal Eduardo Cunha.

“Espero que as denúncias sejam apuradas em regime de urgência, de forma que as instituições brasileiras – especialmente a Câmara e o Senado – possam retornar à normalidade política” – reflete Marcos Montes.

Enquanto isso, ele defende que os debates sobre as reformas previdenciária e trabalhista sejam suspensos, assim como outros assuntos de importância similar para o Brasil.

“O governo Michel Temer não está em condições de articular as reformas” – diz o líder do PSD, deixando claro que se trata de uma opinião pessoal, uma vez que a bancada pessedista, que ele lidera na Câmara, ainda não tirou uma posição de grupo.

Marcos Montes lembra que apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), seja por convicção pessoal, seja para atender ao povo brasileiro que foi às ruas defender o afastamento.

E mais: que justamente por ter trabalhado a favor do impeachment se sentia na obrigação moral de colaborar com a sustentação política do governo que assumiu o poder, para que o Brasil encontrasse logo o equilíbrio.

Até então, segundo ele, o presidente da República não tinha sido atingido de forma direta, e nas poucas vezes em que seu nome foi citado em delações, não havia qualquer prova, ao contrário da garantia de que existem gravações feitas pelos donos da JBS.

Marcos Montes destaca que Michel Temer tem todo direito de se defender. Porém, considera que as acusações são muito graves, e que, enquanto os fatos não forem 100% esclarecidos, é preciso suspender o processo de decisões em assuntos tão importantes para a vida do povo brasileiro quanto as reformas ora em debate.