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17/06/2018

Somos todos mineiros - SENADOR ANASTASIA É PIONEIRO EM VALORIZAR A IMPORTÂNCIA DO INTERIOR DE MINAS

ENTREVISTA

 Jornalista Thassiana Macedo

Jornal da Manhã

17/06/2018

Foi com a presença de lideranças de destaque nacional, como Geraldo Alckmin – pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB – e do presidente do PSD, ministro Gilberto Kassab, que o senador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), confirmou o nome do deputado federal Marcos Montes (PSD) como seu vice na chapa que disputará as eleições de outubro. Anúncio, feito durante visita do tucano a Uberaba, onde recebeu a “Medalha Major Eustáquio”, gerou grande expectativa para a oportunidade de Minas ter um representante que olhe diretamente para as necessidades do Triângulo Mineiro e, mais especificamente, de Uberaba. Porém, a notícia de que Rodrigo Pacheco (DEM) pode escolher alguém de Uberlândia para compor chapa de disputa ao governo do Estado reacendeu a velha rixa entre Uberaba e Uberlândia. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Marcos Montes revela o que espera do novo desafio, da expectativa de vitória eleitoral e das composições partidárias até as eleições. 

Jornal da Manhã - O que representa para a cidade ter um político como vice-governador?

Marcos Montes – Estou muitíssimo honrado com o convite, pois o recebi como uma deferência que extrapola qualquer questão pessoal. Claro que me sinto contemplado pela minha trajetória política, mas, acima de tudo, entendo que se trata de uma deferência com o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, e, lógico, com Uberaba, região e cidade onde tenho minhas principais bases políticas e eleitorais. Obviamente, a opção do senador e pré-candidato a governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, não tem apenas uma motivação, mas várias razões que, conjugadas, deram a ele a certeza de que estava fazendo a escolha certa. Na verdade, entendo que o convite não foi feito a mim, exclusivamente. Acredito que tenha sido um convite dirigido a toda Uberaba, independentemente de divergências políticas. Não estamos falando de uma pré-candidatura qualquer, mas sim de uma pré-candidatura com possibilidade real de sair vitoriosa das urnas em outubro de 2018. Uberaba, portanto, está incluída nesta possibilidade.

JM - Como é um cargo que só substitui o titular em sua ausência? Um mandato de deputado não seria mais produtivo?

Marcos Montes – O grande segredo de um vice é saber se comportar como um vice. O comandante do governo é o chefe do Executivo. E o vice precisa ter consciência disso. Serei instrumento do professor Anastasia, se vencermos as eleições, é claro. Acredito que, pelas enormes dificuldades que ele irá encontrar pela frente e também pela confiança e convivência que temos há muitos anos, poderei ter um papel importante na sua administração, além do título de vice-governador, mas caberá ao governador Anastasia, se eleito, definir as funções que terei no governo. Estou preparado para ser vice, mas, muito mais do que isso, para ajudar e cumprir todas as missões que me forem destinadas por ele no processo de reconstrução de Minas, o que será uma tarefa bastante árdua. Serei leal, e ele sabe disso.

JM - O anúncio de seu nome para compor a chapa encabeçada pelo PSDB se deu antes de todas as coligações estarem fechadas... Não há risco de reversão?

Marcos Montes – Sou pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo pré-candidato a governador, senador Antonio Anastasia. Esta participação foi confirmada em Uberaba, dia 11 de junho, em um evento grandioso, com a presença de lideranças nacionais e estaduais de vários partidos aliados. A partir de agora, o senador e eu estamos trabalhando na conquista de outras legendas.

JM - Os partidos que possivelmente estarão nessa chapa foram consultados?

Marcos Montes – De acordo com o senador Anastasia, foram consultados e apoiaram. Foi o que ele me disse e reafirmou para centenas de pessoas reunidas no dia 11 de junho em Uberaba.

JM - Na condição de candidato a vice-governador, qual será a sua postura quanto a apoios para deputados estadual e federal?

Marcos Montes – Com certeza absoluta, a chapa majoritária à qual pertenço e que será confirmada em convenção vai garantir apoio e igualdade de condições a todos os candidatos proporcionais da futura coligação – deputados federais e estaduais.

JM - Quais os fatores que pesaram na sua decisão de aceitar o convite para ser vice do senador Anastasia na disputa pelo governo de Minas, em detrimento da sua reeleição para deputado federal?

Marcos Montes – A vida pública é dinâmica. Estou no terceiro mandato de deputado federal e fui prefeito em duas gestões. Entendo que, ainda que falte algo a ser alcançado, me sinto realizado. Pude realizar uma série de ações ao longo desta minha trajetória. Lembro que como prefeito implantei, entre outros projetos, a Guarda Municipal, a Defensoria Pública, o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) e mais de 100 programas em saúde, voltados para todos os segmentos, sendo crianças, adolescentes, mulheres, mães, idosos, tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo Aids... E nos três mandatos como deputado federal, entendo que dei uma contribuição importante. Cito como exemplo a Lei nº 12.441/2011, sancionada pela Presidência da República, que criou a empresa individual de responsabilidade limitada, conhecida como Eireli, que facilita a composição de uma empresa sem a necessidade da “presença” de um sócio minoritário, muitas vezes chamado de “laranja”. Milhares de empresas e empregos foram criados a partir da lei. Tive a oportunidade de colaborar com dezenas de municípios mineiros, apresentando emendas que, com certeza, serviram de alento para os prefeitos, ainda que dentro das limitações de um mandato. Enfim, entendo que é chegado o momento de dar um novo passo. Vem aí muito trabalho para recuperar Minas para os mineiros. Uma missão difícil, mas que haverá de ser cumprida.

JM - No dia seguinte à oficialização de seu nome, o senhor e o senador Anastasia estiveram em Uberlândia. Havia, ou ainda há, resistência do prefeito Odelmo Leão a ver um uberabense na composição majoritária de um aliado, no caso Anastasia, embora não sejam do mesmo partido?

Marcos Montes – O prefeito Odelmo Leão é um amigo a quem muito prezo. Fomos companheiros na Câmara dos Deputados, na Frente Parlamentar da Agropecuária, a qual presidi com muita honra, e participamos juntos de projetos importantes para Minas e o Brasil. E mais, ele administra uma das cidades mais importantes do Estado, que é Uberlândia, onde, aliás, tive a alegria de me formar em Medicina pela UFU. Se ele optar pela adesão a outro projeto de candidatura a governador, vou respeitar. É um direito dele, mas até esta data, quando estivemos em Uberlândia, o partido dele, o PP, ainda não havia se decidido, e é claro que o senador Anastasia e eu gostaríamos de ter a legenda conosco. Ficaríamos muito felizes com isso. Na reunião em Uberlândia, onde fomos recebidos com muito respeito, pedimos ao prefeito que ele interceda pela aliança com o PP.

JM - Na última quinta-feira (14), o deputado federal Rodrigo Pacheco, do DEM, também pré-candidato ao governo de Minas, anunciou que quer alguém do Triângulo Mineiro para compor sua chapa e indicou que o nome pode sair de Uberlândia, sendo a primeira-dama Ana Paula Leão a mais cotada para contrapor Anastasia e Marcos Montes. Como o senhor vê essa possibilidade?

Marcos Montes – A pré-campanha é um momento de dúvidas, conversas, acertos e, até, de desacertos e novos acertos. Ou seja, tudo pode acontecer, mas quero deixar claro que respeito muito o colega deputado Rodrigo Pacheco e entendo que ele tem total liberdade para buscar outras alternativas. Faz parte da democracia. E, com certeza, o prefeito Odelmo Leão é uma grande liderança, um nome que todas as pessoas de bem gostariam de ter ao lado, inclusive o senador Anastasia. Por sinal, fico feliz de ver que a iniciativa do senador Anastasia, de valorizar e reconhecer a importância do interior de Minas, através do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, esteja sendo seguida por outros pré-candidatos. O senador tem o pioneirismo entre suas marcas registradas, que também incluem seriedade, competência, capacidade administrativa, planejamento, entre outras. 

JM - Muitos pré-candidatos têm manifestado preocupação com o mau uso das redes sociais nas campanhas eleitorais deste ano. Essa é também uma preocupação? Como evitar eventuais prejuízos eleitorais que as fake news possam causar à pré-candidatura de Anastasia e Marcos Montes?

Marcos Montes – Esta é uma preocupação nacional e até mundial. As redes sociais são muito bem-vindas, mas é preciso fazer com que elas sejam instrumento de paz, e não de ódio, como tem acontecido. Não estou me referindo só à política, mas sim à convivência em geral, ao uso das redes para a proliferação de preconceitos, racismo e ódio. No caso das eleições, confio que a Justiça Eleitoral saberá como combater o mau uso das redes sociais, que, faço questão de dizer, não atinge todos os usuários. Tem muita gente usando as redes para o bem, para defender a paz, para manifestar opiniões com civilidade e respeito ao próximo, para protestar com argumento, e não com xingatórios. 

JM - Recentemente, em eleições no Estado do Tocantins, o número de abstenções chegou a quase 50%... Acredita que nas eleições de outubro esse fenômeno poderá se repetir pelo país afora? Por qual razão?

Marcos Montes – Acredito sim. E o motivo é a descrença da população em relação à política. Claro que existe razão de ser para isso. O Brasil enfrentou e ainda enfrenta uma crise política sem precedentes, mas também não faltaram pessoas e grupos se utilizando desse momento para desmoralizar a política. Sinceramente, não sei a quem isso pode beneficiar. Quem sabe aos defensores do retrocesso democrático, mas o Brasil há de superar este momento e mais uma vez confirmar que tem uma democracia consolidada.

JM - Por outro lado, acha possível motivar o eleitor a comparecer às urnas em outubro, sem desperdiçar o voto, diante desse quadro de desesperança que toma conta dos brasileiros de modo geral?

Marcos Montes – Por mais difícil e complexo que isso pareça, entendo que todos nós temos a obrigação de trabalhar para que essa motivação aconteça.

JM - Uma das maiores preocupações dos uberabenses tem sido a insegurança pública, sobretudo a partir do assalto à Rodoban e, mais recentemente, a onda de ataques incendiários a ônibus. O que o Estado pode fazer para garantir a segurança aos cidadãos, considerando a precária situação financeira dos cofres públicos mineiros?

Marcos Montes - O senador Antonio Anastasia tem a receita: planejamento, planejamento e planejamento. Ele repete sempre que a falta de recursos tem sido um grande problema, mas que não é o maior obstáculo. Concordo com ele que o maior problema é a falta de planejamento.

(Foto: Marco Aurélio Ferreira Cury)

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TRAJETÓRIA MARCOS MONTES

Deputado federal

2007/2010 - 2011/2014 - 2015/2018

Legenda

Partido Social Democrata (PSD)

Deputado federal Marcos Montes saiu das urnas em 2014 com uma vitória atribuída principalmente ao interior de Minas Gerais, com votações em todas as macrorregiões, e na condição de majoritário em dezenas de cidades.  É majoritário no Triângulo Mineiro, onde recebe votos em 100% das cidades da região.

Nascido em Sacramento dia 3 de agosto de 1949, ele é filho de Jurandir Cordeiro e Augusta Montes Cordeiro, e se mudou com os pais ainda criança para Uberaba. É casado com Marília Andrade, com quem tem duas filhas.

Marcos Montes é produtor rural, médico formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e foi professor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Tem especialização em Medicina do Trabalho, Medicina Intensivista e Anestesiologia.

TRAJETÓRIA

Apaixonado por esportes, iniciou sua trajetória política como secretário Municipal de Esportes de Uberaba, e chegou ao comando da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais.

Foi responsável pela mudança do bicampeão mundial de futebol, Djalma Santos, para Minas, quando o contratou para coordenar um programa em Uberaba – onde foi prefeito em duas gestões – e que chegou a ter, de uma só vez, mais de 4.000 crianças/adolescentes inscritas. O bicampeão morreu em 2013 vítima de pneumonia.

Marcos Montes se filou ao PFL em 1995, permanecendo na legenda quando esta foi transformada em DEM, e só mudando em 2011, para o então recém-criado Partido Social Democrático (PSD).

Liderou a bancada de deputados federais do PSD na gestão 2017. Atualmente é vice-líder da bancada.

Presidiu a Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Membro efetivo do mais atuante colegiado do Congresso Nacional – a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) –, Marcos Montes foi eleito presidente para um mandato de dois anos (concluído dia 14 de fevereiro de 2017).

Apesar da importância do colegiado e da agropecuária para a economia brasileira, só no seu mandato de presidente,  após 14 anos de existência, a FPA recebeu um presidente da República em sua sede.

Marcos Montes é conhecido e respeitado pela firmeza nas suas ações e opiniões, e, ao mesmo tempo, pelo tom conciliador com que exerce todas as atividades que assume.

Entre outras atividades, foi titular da Comissão do Impeachment da Câmara.

Defensor do fortalecimento dos municípios, inclusive de mudanças na distribuição de tributos de forma a aumentar a participação dos municípios nos tributos que hoje estão centrados na União, Marcos Montes foi presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande; vice-presidente da Associação Mineira dos Municípios; fundador e presidente da Frente Mineira de Municípios, e coordenador da Frente Nacional de Prefeitos.

DESTAQUES EM 2017

Ele é o parlamentar que mais se destacou em 2016/2017 na defesa da agropecuária - segundo avaliação do júri especializado do Prêmio Congresso em Foco 2017.

Lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indicou Marcos Montes entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional - um dos nove de Minas Gerais, estado que tem uma bancada de 53 deputados federais e três senadores. Ao todo, o Congresso tem 594 integrantes, sendo 513 na Câmara e 81 no Senado.

ALGUMAS PROPOSIÇÕES TRANSFORMADAS EM LEI

Autoria: Lei 13.482/2017 sancionada pela Presidência da República em 2017 determina que o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil divulgue, a cada três meses, os valores arrecadados por meio do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante e a destinação de recursos ao Fundo de Marinha Mercante.

Autoria: Lei 12.441/2011 sancionada pela Presidência da República, que criou a empresa individual de responsabilidade limitada – a Eireli, que facilita a composição de uma empresa, sem a necessidade da “presença” de um sócio minoritário, muitas vezes chamado de “laranja”. Milhares de empresas foram criadas a partir da lei.

Co-autoria: Lei promulgada pelo Congresso Nacional, de uma das emendas constitucionais mais aguardadas do meio artístico: a chamada PEC da Música, que concede isenção fiscal para a produção de CDs e DVDs.

ALGUNS PROJETOS EM TRAMITAÇÃO

Aprovado pela Câmara, seguiu para o Senado o projeto de lei 5.439/2013, que prioriza o uso dos recursos apreendidos no tráfico de drogas para os programas de tratamento e recuperação de dependentes químicos.

Em tramitação na Câmara, projeto de lei 9.721/2018 quer garantir que os prefeitos brasileiros não precisem pagar pela realização de infraestrutura municipal nas faixas de domínio das concessionárias de rodovias.

Em tramitação na Câmara projeto de lei 7.118, de 2010 agrava a punição para assassino de mulher que esteja sob proteção da lei

Em tramitação na Câmara projeto de lei que aumenta a pena se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de uso restrito, dinamite ou explosivo em roubos.

Em tramitação na Câmara projeto de lei 8404/2017 que intensifica a punição para quem matar policiais.

ALGUMAS CONDECORAÇÕES

*Medalha Ordem do Mérito Legislativo do Estado de Minas Gerais, Assembleia Legislativa de Minas Gerais

*Medalha da Inconfidência do Estado de Minas Gerais, pelo governo de Minas

*Grande Colar do Mérito Legislativo, Câmara Municipal de Belo Horizonte

* Mérito Especial ABCZ 2014, durante a 80ª ExpoZebu, pela atuação em defesa da agropecuária nacional

*Homenagem especial da Igreja Evangélica

*Mérito do Tiro de Guerra

*Diploma Destaque Nacional – Instituto Ambiental Biosfera e Instituto Brasileiro de Estudos Especializados, recebido em Caldas da Rainha, Portugal

*Prêmio Integración Latino Americano – Câmara Internacional de Pesquisas e Integração Social, recebido em Curitiba, PR

*Comenda da Ordem Municipal do Mérito Augusto César, Grau de Comendador, Câmara Municipal de Uberlândia

*Medalha da Láurea Cruz do Combate de Santa Luzia, Prefeitura Municipal de Santa Luzia

*Medalha Zumbi dos Palmares, Prefeitura Municipal de Uberaba

*Medalha Major Eustáquio, Câmara Municipal de Uberaba

*Comenda da Ordem do Mérito Legislativo da Câmara Municipal de Sacramento

*Diploma de Colaborador Emérito do Exército Brasileiro, Brasília

*Títulos de Cidadania de dezenas de cidades mineiras

*Diploma de Colaborador Emérito da Polícia Militar de Minas Gerais, Belo Horizonte

TRANSPARÊNCIA

Marcos Montes faz questão de criar e manter o máximo possível de espaços democráticos, de forma que possa prestar contas de seu mandato, e ouvir a população.  Site: www.deputadomarcosmontes.com.br

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