// Palavra do Deputado

18/06/2017

Em que pese a crise, a economia brasileira segue adiante

Bem-vindos. Através do coordenador de Soluções de TI para Comunicação Social e Transparência do Centro de Informática da Casa, Rodolfo Vaz, parabenizo todo o pessoal da comunicação da Câmara dos Deputados pelos novos portais lançados dia 13/06, terça-feira. Sem dúvida, os objetivos estão sendo cumpridos à risca: ampliar a transparência e a participação popular.

Péssimo exemplo - E sobre comunicação, notícia ruim repercutida esta semana diz respeito às ofensas sofridas pela jornalista Miriam Leitão durante voo de Brasília para o Rio de Janeiro. Em seus espaços, a conhecida jornalista revelou ter sido agredida verbalmente por militantes do PT.

Faces da intolerância - Ela não é a primeira jornalista vitimada pela intolerância que tem nos assustado, ora partindo de um lado, ora de outro, e até de autoridades que têm a obrigação de defender a democracia brasileira. Ainda que nos desagrade num ou noutro momento, a imprensa é a base da democracia, e quem não respeita isso, com certeza não tem a noção exata do que é o estado de direito.

Sem sentido - Cito o exemplo de Miriam Leitão em particular, e dos jornalistas em geral, mas a intolerância anda marcando presença nas várias formas de relações humanas, entre elas, nas redes sociais. Na impossibilidade de fugir ao que é postado nos deparamos com “cenas” inacreditáveis. Pessoas xingando umas às outras, muitas vezes utilizam expressões que não são de bom tom nem mesmo entre quatro paredes.

Con(vivência) - A política pode e deve promover o antagonismo, a oposição, as controvérsias. Faz parte da democracia. Mas a política não pode e não deve provocar ódios, destruir amizades, expor o lado sombrio - que geralmente faz parte da dualidade humana, mas que, em nome da civilidade, é amortecido ao longo de nossas vidas.

Maldade - Tem gente por aí, lançando mão do exercício da “liderança” para insuflar a intolerância entre seus seguidores, para jogar seus “liderados” contra tudo e todos que não rezam a mesma cartilha. Coloquei liderança e liderados entre aspas porque não me parece que estes “líderes” estejam exercendo a LIDERANÇA no seu verdadeiro sentido e objetivo.

Plano agrícola - Ainda sob o impacto do anúncio de que a agropecuária foi o carro-chefe do primeiro crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, após oito quedas consecutivas, o governo federal lançou o Plano Agrícola e Pecuário para o biênio 2017/2018. Fiz questão de participar do evento no Palácio do Planalto e de cumprimentar o presidente Michel Temer pela decisão.

Torcida - O volume de recursos da safra 2017/2018 é recorde para o setor. O governo anunciou R$ 190,25 bilhões com juros menores em crédito rural. Na oportunidade, Michel Temer disse que a medida reforça o "compromisso inequívoco” com o setor, principal responsável pela retomada da economia. Esperemos que o discurso saia verdadeiramente do campo das ideias.

Elas em destaque - Ainda que sendo o único parlamentar do sexo masculino presente no evento, me senti muito à vontade na audiência pública promovida pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para discutir a “subrepresentação feminina na Câmara dos Deputados e o sistema eleitoral brasileiro”. Levei meu apoio à causa, certíssimo de que suas reivindicações são mais do que justas.

Mudanças, já! - Realizada a partir de requerimento da colega de PSD e vice-presidente da comissão, Raquel Muniz (MG), a audiência foi uma exposição da realizada atual e, ao mesmo tempo, da necessidade de avanços urgentes na participação e valorização da mulher. Me senti envergonhado com os dados da Inter-Parliamentary Union – uma associação dos legislativos nacionais de todo o mundo – indicando que o Brasil ocupa o 154º lugar entre 193 países do ranking elaborado pela entidade. Está à frente apenas de alguns países árabes e de ilhas polinésias.

Economia à parte - E eu não poderia encerrar esta coluna sem refletir sobre o resultado do Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br), divulgado dia 16/06, sexta-feira, pelo Banco Central (BC). O avanço de 0,28% do indicador de atividade econômica do BC em abril pode não parecer grande coisa, mas demonstra que o Brasil tem jeito, sim. Afinal, apesar da grave crise política que o presidente Michel Temer está enfrentando, a economia vai seguindo o caminho da recuperação – ainda que lentamente.

Um abraço e até a semana que vem.

*Marcos Montes é deputado federal, líder da bancada do Partido Social Democrático (PSD) na Câmara, membro e ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Ele escreve esta coluna semanalmente