// Palavra do Deputado

15/04/2018

Fechamento de fábricas e cancelamento de obras na área de fertilizantes prejudicam o Brasil

Bem-vindos - Abro a coluna, hoje, lamentando que a Petrobras - um patrimônio do povo brasileiro – esteja virando as costas para os interesses do País. Após cancelar as obras da fábrica de amônia/unidade de fertilizantes nitrogenados em Minas Gerais, agora a estatal anuncia o fechamento de fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe.

Estratégia X falta de planejamento - Está certo que as medidas fazem parte da estratégia de saída integral da produção de fertilizantes, anunciada em 2016. Mas, tomada a decisão, a Petrobras tinha a obrigação de planejar suas ações de forma a não causar prejuízos aos trabalhadores, aos cofres públicos e a um dos setores que seguram as pontas da economia brasileira: a agricultura.

Desemprego - No caso de Uberaba, em Minas, além dos prejuízos para os cofres públicos – já que uma fortuna chegou a ser gasta com as obras -, o comando da Petrobras jogou por terra as expectativas de geração de centenas de empregos e renda para Minas Gerais, e em se tratando de Laranjeira, em Sergipe, e no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, pode desempregar centenas de trabalhadores.

Marcha à ré - Nas duas situações, entretanto, existe uma coincidência. Há anos o Brasil tenta ser autossuficiente em fertilizantes, mas o fechamento de fábricas e cancelamento de obras funcionam no sentido oposto.

Contra o Brasil - Em vez de conquistar a independência tão sonhada e necessária, o Brasil está ficando cada vez mais atrelado ao fornecimento estrangeiro de fertilizantes – e portanto, cada vez mais dependente da importação de insumos para a agricultura. E vale lembrar: a agropecuária é o segmento que tem segurado as pontas da economia brasileira.

Boa notícia - Com a presença de deputados federais e estaduais mineiros, entre outras lideranças, o fundador nacional e presidente licenciado do PSD - ministro Gilberto Kassab, e o presidente da legenda em Minas, deputado federal Diego Andrade, anunciaram o apoio da legenda à pré-candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo do Estado.

Força política - Lembro que o PSD de Minas tem hoje, uma bancada com quatro deputados estaduais e cinco federais, além de dois suplentes ao Senado; possui o quarto maior tempo de televisão para o horário eleitoral; e saiu das urnas em 2016 com 460 vereadores; 56 prefeitos; 49 vice-prefeitos.

Minas em 1º lugar - Minas precisa de um nome forte para colocar as finanças do Estado em ordem - e este nome é Anastasia. Respeito e admiro o senador e abraço a candidatura dele. E com o apoio do PSD isso fica ainda mais fortelecido. Mas, é preciso deixar claro: independente de partido, nossa responsabilidade é com Minas.

Bom começo – Claro que não é a solução definitiva, mas o combate à violência conquista um reforço importante. A Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Único de Segurança Pública – medida que vai permitir a tão necessária inteligência na segurança.

Inteligência - Objetivo do projeto – que agora segue para o Senado – é promover ações conjuntas e coordenadas entre as polícias brasileiras, a partir das ocorrências. Planejamento, execução, estratégias para prevenção, compartilhamento de informações – tudo é previsto no sistema.  Vamos torcer pra dar certo.

*Marcos Montes está no terceiro mandato de deputado federal; foi líder (2017) e é vice-líder da bancada do PSD na Câmara; é membro e ex-presidente (2015/2016) da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária (FPA); é majoritário no Triângulo Mineiro e em Uberaba – onde tem domicílio eleitoral e foi prefeito em duas gestões (1997/2000 – 2001/agosto de 2004, quando assumiu o comando da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais)

IMAGEM: OBRAS DA PLANTA DE AMÔNIA DE UBERABA/DIVULGAÇÃO