// Palavra do Deputado

10/01/2017

LÍDER DO PSD DEFENDE AÇÃO URGENTE EM DEFESA DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

Sejam bem-vindos. Abro esta coluna, hoje, conversando com vocês sobre um assunto que, na minha opinião, precisa entrar na ordem do dia do governo federal em regime de urgência: a crise que se abate sobre as universidades brasileiras desde o governo anterior e que só tem se agravado nos últimos tempos.

Reivindicações - Ao lado de outros colegas mineiros, recebi na Câmara dos Deputados, representantes de universidades federais de Minas Gerais, incluindo a reitora Ana Lúcia de Assis Simões, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) – instituição que teve grande impacto na minha trajetória profissional. Na oportunidade, ouvimos uma série de queixas e reivindicações – feitas com toda razão.

Desmonte - Lembro que, justamente em 2015, ano em que a então presidente petista Dilma Rousseff lançou o slogan “Pátria Educadora”, o Ministério da Educação perdeu algo em torno de R$ 10 bilhões do seu orçamento, grande parte destes recursos relativa a projetos universitários – só pra dar um exemplo do desmonte ocorrido no setor.

Urgência - Na reunião com os reitores defendi uma ação imediata do Congresso Nacional no sentido de pressionar o governo federal, e, em especial o Ministério da Educação, para que as universidades sejam tratadas com o respeito e a prioridade que exigem e que merecem.

Orçamento - Não dá pra ficar esperando a liberação de recursos orçamentários. Todos sabemos como funciona. Os recursos só são liberados dois anos depois de aprovados. Além disso, as previsões orçamentárias para as universidades estão longe de atender à realidade destas instituições, e mais longe ainda do ideal.

Socorro - Podem ter certeza de que boa parte dos parlamentares faz das tripas o coração para socorrer as instituições de suas bases políticas. No meu caso, por exemplo, só para Uberaba – minha principal base e domicílio eleitoral, destinei R$ 13,240 milhões nos últimos três anos.

UFTM - Deste total, foram R$ 2,8 milhões de emendas ao Ministério da Educação para a UFTM investir em custeio e aquisição de equipamentos, além de outros R$ 200 mil do Ministério da Saúde para custeio do Hospital de Clínicas da UFTM.

Saúde - Além disso, destinei um total de R$ 2,2 milhões só para os hospitais da cidade, incluindo R$ 300 mil para o recém-inaugurado Hospital Regional, além dos hospitais Hélio Angotti, da Criança, Universitário/Universidade de Uberaba/Uniube, Beneficência Portuguesa. E ainda: cerca de R$ 6 milhões para a Prefeitura de Uberaba investir na saúde.

Apoio - Vale lembrar, entretanto, que estes recursos são uma colaboração, um socorro, um apoio, e que, apesar do grande volume, eles não conseguem resolver os problemas em sua amplitude. Além de Uberaba, recordo que sou majoritário em várias cidades, e tenho base política importante em muitas outras. Procuro ser o mais justo que posso no atendimento aos pedidos de cada cidade.

Chance zero - Na reunião com o reitores mineiros, lembrei que, sem as universidades fortes, o Brasil tem chance zero de melhorar sua situação no ranking mundial de ciência, pesquisa e tecnologia – objetivos primordiais. Universidades brasileiras classificadas entre as melhores do mundo passaram a sofrer quedas consecutivas de avaliação ao longo dos últimos anos – a partir principalmente do governo Dilma. Precisamos reverter esta situação com a máxima urgência.

Um abraço e até a semana que vem.

*Marcos Montes é médico, está no terceiro mandato de deputado federal; é líder do Partido Social Democrático (PSD) na Câmara – a 5ª maior bancada, com 39 parlamentares; fundador e presidente do partido em Uberaba; majoritário no Triângulo Mineiro; é membro e ex-presidente (2015/2016) da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA); ex-prefeito de Uberaba em duas gestões, e ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Social e de Esportes em Minas Gerais

FOTO – Reitores de universidades federais de Minas Gerais, incluindo Ana Lúcia de Assis, da UFTM, se reuniram com deputados federais mineiros para discutirem soluções para a crise financeira enfrentada pelas instituições a partir do governo passado. Marcos Montes lembrou que sem universidades fortes, o Brasil tem chance zero de ocupar boas classificações